Tobias Barreto


Um Breve Histórico

O Município de Tobias Barreto foi criado entre 1599 e 1622. Possui uma área de 1.119Km2. Dista da capital do Estado, Aracaju, 109km em linha reta e 127km por rodivia.

Chega-se a sede do município pelas rodovias, todas asfaltadas, BR 101 (federal), Lourival Batista e João Valeriano, ambas estaduais.

Tobias Barreto limita-se ao norte com Poço Verde e Simão Dias; ao sul, com Tomar do Geru; ao leste, com o estado da Bahia e ao oeste com Riachão dos Dantas e Itabaianinha.

A história registra que Tobias Barreto teve origem no achado ocasional de uma imagem de Nossa Senhora, numa mata. Ali foi construída a igreja que hoje é a matriz do município. Ao redor da igreja foram construídas casas, passando o lugarejo a se chamar "Passagem da Igreja de Nossa Senhora dos Campos do Rio Traripe", hoje Rio Real. O nome mais tarde simplificado para Campo ou os Campos. Os moradores do lugarejo tentaram mudar o nome do local, mas nem o Governo da Província nem o Governo Imperial deram ouvido à solicitação dos moradores. Um dos primeiro habitantes, supõe-se, teria sido o capitão Belchior Dias Moreira (o Moréia), amigo de Cristóvão de Barros, que ali se instalou logo após a conquista da capitania de Sergipe d'Del rei.

Outros Aspectos

Área Geográfica: 1,119,1 km2

Clima: quente e úmido

Meios de transporte: terrestre

Meios de comunicação: rádio, tv, telefone, jornal

Hidrografia: Bacias do Rio Real, Rio Jabiberi e Rio Caripal

Altitude: 180 metros acima do nível do mar

Vegetação predominante: Catinga

População: 47.000 habitantes (aproximadamente)

 

Tobias Barreto surgiu no final do século XVI, em um sítio de aproximadamente 40 tarefas, onde apareceu uma imagem de Nossa Senhora, local que é hoje a sede do município. Em sua homenagem, os camponeses construíram uma capelinha e fizeram residências em volta dela formando uma aldeia batizada de Paraíso, informa o livro “Tobias Barreto, a Terra e a Gente”, do escritor tobiense Aderbal Correia Barbosa.

“Logo depois para a surpresa dos moradores da recém-criada povoação, a imagem desapareceu. Dias depois ela foi encontrada dentro de um matagal nas proximidades da povoação. Os habitantes do povoado conduziram-na de volta à capela, mas pouco tempo depois ela desapareceu outra vez e foi encontrada novamente no mesmo matagal”, diz o livro.

No local os moradores derrubaram a mata e construíram outra capelinha, onde hoje fica a igreja matriz Nossa Senhora Imperatriz dos Campos. O novo povoado recebeu o nome Capela de Nossa Senhora dos Campos do rio Traripe, por estar situado às margens do rio, hoje o Real e por ser localizado em uma vasta planície. O nome do povoado foi se simplificando e passou a chamar-se Campos do Rio Real e depois apenas Campos.

Belchior Dias Moreira, conhecido como Belchior Dias Caramuru, por ser parente de Diogo Álvares Caramuru, foi o primeiro habitante de Tobias. Belchior tinha currais perto das confluências do rio Japeri com o Real. “Não resta dúvida sobre ter sido ele o notável colonizador do sertão do rio Real, onde chegou em 1599, após haver tomado parte na conquista de Sergipe, como um dos capitães de Cristóvão de Barros” informa a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros.

As terras de Campos, durante muitos anos, pertenceram ao morgado de Belchior. Iam dos limites de Lagarto até o rio Itapicuru, na Capitania da Bahia. Houve divergências entre o arcebispo da Bahia e Garcia d’Ávila Pereira, administrador do morgado, subordinado à esfera política e administrativa de Lagarto.

Em 20 de outubro de 1718 foi criada pelo arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro a freguesia de Nossa Senhora Imperatriz dos Campos do Rio Real de Cima, no termo de Lagarto. Em 1757, a freguesia tinha 125 sítios de “pastores e agricultores” e população de 1350 habitantes. A sua extensão era de 20 léguas. No fim do século XVIII, Campos era o maior centro de exportação de couro e sola da Capitania de Sergipe. Em 1808 a freguesia tinha uma população de 2618 habitantes, sendo 1000 brancos, 500 pretos e os demais mestiços. A criação de gado era a principal atividade econômica. “O movimento do comércio de gado na feira já era de 2000 cabeças de animais sendo baixo o rendimento da agricultura”, diz a Enciclopédia. Era tão inexpressiva a agricultura que os habitantes iam comprar farinha em Estância. Atualmente, o movimento do comércio de gado ainda é grande. São vendidos todas as segundas na feira na cidade, de 800 a 1000 cabeças, e por isso, a feira de Tobias é considerada uma das maiores do Estado.

Por decreto provincial de 17 de janeiro de 1835, o povoado de Campos foi elevado à categoria de vila. Em 1909, pela lei 550, de 23 de outubro, Campos é elevada à categoria de município e em 7 de dezembro de 1943, o município e o distrito de Campos passaram a denominar-se Tobias Barreto, pelo Decreto-Lei estadual no 377, de autoria intelectual do professor Sebrão Sobrinho. De acordo com o livro “Tobias Barreto, a Terra e a Gente”, 17 anos depois, alguns “campistas” ainda tentaram a volta do antigo nome, mas sem resultado. Entre eles estava Muniz Santa Fé, como é conhecido José Francisco de Menezes. (Ver poesia escrita por ele na época)

Pelo quadro de divisão territorial, em 1950, Poço Verde, Samambaia (ex Igreja Nova) e Tobias Barreto são os distritos do município, mas pela lei estadual 525-A, de 25 de novembro de 1953, o Tobias perdeu o distrito de Poço Verde, que foi elevado à categoria de município.

COMÉRCIO DE CONFECÇÕES

Na década de 70, Tobias Barreto começou a se destacar no comércio de confecções em geral, inclusive bordados, chamados de rechiliê. As mulheres saiam dos povoados para vender os bordados na cidade e os baianos começaram a freqüentar Tobias para comprá-los, então surgiu a feira da Coruja. em 1986, o centro comercial de Tobias foi inaugurado, para onde a feira foi transferida.

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